Ralis

Armindo Araújo voltou a ser rei em Castelo Branco

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O Rali de Castelo Branco foi a primeira prova depois da suspensão da atividade causada pela pandemia. No regresso à competição, a lista de inscritos ficou completa com 88 concorrentes que não escondiam as saudades que tinham dos ralis. Com 7 troços e quase 100 quilómetros contra o cronómetro, a Escuderia de Castelo Branco preparou uma versão adaptada ao período que se vive. Máscaras, álcool gel e distanciamento social passaram a fazer parte do léxico e dos hábitos de todos aqueles que participaram no rali. Registo para mais uma excelente organização do clube albicastrense que se impõe como referência no panorama nacional.

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Armindo Araújo voltou à competição, na nova normalidade que se vive, em grande estilo. O piloto do Skoda Fabia R5 foi o grande vencedor da edição de 2020 do Rali de Castelo Branco, prova que a Escuderia Castelo Branco colocou na estrada e marcou a retoma da modalidade, alcançando o segundo triunfo consecutivo na prova. Bruno Magalhães foi o segundo mais forte, enquanto o campeão Ricardo Teodósio assegurou o terceiro lugar final.

Duas provas, dois tipos de pisos diferentes e duas vitórias. Este é o saldo da temporada 2020 do Team Armindo Araújo/The Racing Factory. Com um Skoda em pleno quer em Fafe, quer aqui em Castelo Branco, o líder do campeonato não podia deixar de destacar o trabalho de toda a equipa e, obviamente, a sua satisfação pelo resultado. “Tal como na primeira prova, a minha equipa preparou-me um carro que me deu toda a confiança para lutar pela vitória. Fizemos um bom teste antes do rali, mas não sabíamos como estaríamos posicionados em relação aos nossos adversários. Senti-me sempre bem com o Skoda e estamos muito contentes com este triunfo”, disse ainda o piloto tirsense.

Num rali marcado pelo plano de contingência imposto pela DGS, Armindo Araújo não esqueceu de agradecer a todos os que colaboraram com a organização para colocar esta prova em marcha. “À Escuderia, à FPAK pelo esforço que fizeram em manter o rali e a todas as equipas presentes e público, pelo civismo e comportamento exemplar, um tremendo obrigado”, concluiu.

Bruno Magalhães e Carlos Magalhães estiveram em Castelo Branco na luta pela vitória até à derradeira especial, ficando a escassos 7,3s do triunfo e ganhando três especiais no rali, incluindo a Power Stage, que atribui pontos adicionais.

“Considero que fizemos um rali muito bom”, afirmou o tricampeão nacional e vice-campeão da Europa. “Andamos rápido em diferentes partes da prova, ganhamos três troços e fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para ganhar. Saio daqui satisfeito e confiante, até porque estreámos algumas coisas diferentes no nosso Hyundai i20 R5 e o carro mostrou-se muito competitivo. Parabéns à equipa, à organização da Escuderia Castelo Branco e ao publico do rali, que teve um comportamento exemplar”, referiu Bruno Magalhães.

Ricardo Teodósio e José Teixeira estiveram longe do ritmo de campeões, deixando, no entanto, alguns indicadores importantes. Alguns sobressaltos iniciais e problemas de falta de potência no Skoda, nos dois últimos troços, acabaram por ditar o 3º lugar final no Rali de Castelo Branco. O Campeão de Portugal de Ralis sabe que é possível fazer muito melhor, mas depois de uma longa e desmotivante paragem, este foi o melhor resultado possível.

“O resultado acaba por ser bom para o campeonato, que só vai terminar daqui a cinco provas, no Algarve. Os sustos de ontem, mais o problema da falta de potência na parte final da prova, impediram um melhor resultado. Obviamente que queria ganhar, mas uma má escolha de pneus no primeiro dia, aliado a uma falta de confiança ditaram resultados pouco positivos. Hoje, com pneus certos, chegámos a fazer bons tempos nas duas primeiras especiais do dia, mas a falta de potência durante os dois últimos troços, não nos deixou fazer melhor. Um 3º lugar é bom para os pontos, embora nos obrigue a ter mais andamento nas próximas provas”, afirmou Ricardo Teodósio.

Pedro Meireles (Volkswagen Polo R5) e João Barros (Citroën C3 R5) completaram o lote dos cinco primeiros. Uma nota para José Pedro Fontes que, apesar dos percalços mecânicos, ainda conseguiu terminar em décimo. Miguel Correia e Manuel Castro, ambos em Skoda Fabia R5, ficaram em sexto e sétimo, respectivamente, enquanto Carlos Martins, concluiu a prova em oitavo.

Pedro Antunes que, a par de Pedro Almeida, fez a estreia mundial do Peugeot 208 Rally4, terminou na nona posição com o estatuto de melhor concorrente com um carro de duas rodas motrizes, após uma exibição magistral nas estradas albicastrenses.

Numa competição em que os Porsche ditam as leis, Vítor Pascoal foi o melhor de todos. O piloto do 911 GT3 Cup teve uma demonstração irrepreensível entre os RGT e venceu o Rali de Castelo Branco, na categoria, com 2m36s de vantagem sobre Pedro Silva e quase cinco minutos para Paulo Carvalheiro.

O mesmo aconteceu com Fernando Teotónio, na batalha pela primazia entre os RC2N. Nada afetado pelo pião que o impediu de vencer a especial de arranque, o piloto do Mitsubishi Lancer EVO X com as cores do Macambi Racing Team,, dominou a seu belo prazer as seis especiais seguintes e alcançou uma vitória fundamental para o colocar, de novo, na rota do título.

Ao volante de um Porsche 911 SC, José Cruz foi o melhor entre os concorrentes do Campeonato de Portugal Clássicos de Ralis.

A supremacia foi tal que deixou Pedro Leone, em Ford Escort RS Cosworth, a quase 2m30s de distância. Nuno Mateus, em Mitsubishi Lancer Evo IV, completou o pódio.

Classificação CPR:

  1. Armindo Araújo – 68,51 pts;
  2. Bruno Magalhães – 50,80;
  3. Ricardo Teodósio – 39,76;
  4. Miguel Correia – 24;
  5. José Pedro Fontes – 21,42
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