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Fernando Teotónio vence e convence na “batalha” de Vouzela

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Num regresso esporádico às lides do Campeonato Centro de Ralis, o campeão de 2019 esteve “intratável” aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO IX que partilhou com Luís Morgadinho. A vitória da geral da edição 2020 do Constálica Rallye Vouzela dá-lhes motivação extra para a próxima refrega do CPR, já dentro de quinze dias, na Marinha Grande.

2020 nem está a ser um ano muito positivo para Fernando Teotónio e Luís Morgadinho. Tendo decidido nesta época levar as cores do Macambi Racing Team de volta às lides do Campeonato de Portugal de Ralis, apontando à reconquista do título entre os RC2N, a dupla tem enfrentado várias vicissitudes, que vão desde problemas mecânicos em Fafe, a um toque na Madeira e um rali menos bem conseguido no Alto Tâmega, cabendo ao Rali de Castelo Branco honras de exemplo único de sucesso total, correspondendo à única vitória que possuíam esta época, à chegada a Vouzela.

Nas garagens da Domingos Sport ficava o EVO X que tem sido utilizado no CPR, com a escolha a recair no EVO IX que tantas alegria deu na caminhada triunfal de 2019, cumprida por Teotónio e Morgadinho a caminhos dos títulos no Centro e nos Desafios Kumho Asfalto, Terra e Centro.

A dupla que, na antevisão da prova, assumiu que encarava o Constálica Rallye de Vouzela como um teste de algumas soluções novas para o rali Vidreiro, não se limitou a cumprir o “trabalho de casa”. Depois de um arranque tímido, alcançando apenas o 5º melhor tempo na especial de arranque, decidiram “abrir o livro”: na PEC 2 não se limitaram a vencer, rodando a um nível completamente inacessível para os restantes candidatos à supremacia, chegando ao fecho dos 13,5 quilómetros de Penoita 1 com 15,1 segundos de vantagem sobre a dupla que mais perto conseguiu rodar. Mais de um segundo por quilómetro(!), que lhes permitiu saltar diretamente para a liderança, que reforçaram de forma definitiva nas PEC 3 e 4, que fechavam a parte da manhã, preparando-se para defender na ronda final uma farta vantagem, já então superior a 2º segundos.

Cederam 1,8 segundos na 5ª especial, mas decidiram fechar o rali com “chave de ouro”, voltando a voar baixinho na derradeira classificativa, onde assinaram a quarta vitória em classificativas, selando assim uma vitória tão justa quanto imperial.

“Esta vitória aparece no momento certo. Estávamos mesmo a precisar de um triunfo para reforçar o nosso moral, numa época que não nos está a correr de feição”, confessava no final o piloto. Já sobre a forma como correu o rali, Fernando Teotónio assumiu “um início mais cauteloso, não tendo ficado satisfeito com o tempo na 1ª PEC. Depois, atacamos a fundo e a vantagem que obtivemos na segunda especial, praticamente decidiu o rali, pois saltamos para o comando e já com uma vantagem forte. Continuamos num ritmo intenso e chegamos a uma vitória que é totalmente justa. Que seja um bom prenúncio para o Vidreiro!”.

Com a dupla vencedora numa caminhada que cedo se tornou solitária, a caminho da glória, o duelo mais vincado aconteceu pelo segundo lugar.

Mas mesmo aqui, a dupla formada por Luís Mota e Alexandre Ramos dominou os acontecimentos. Colocaram mesmo o seu Mitsubishi Lancer EVO IX no comando do rali, ao vencerem a especial de arranque, caindo para o segundo lugar logo na classificativa seguinte e cedo percebendo que não teriam andamento para ombrear com os futuros vencedores, seus habituais adversários no CPR. Atingiram o final a 27,1 segundos dos vencedores e com uma vantagem de 5,1 segundos sobre Armando Carvalho e Ana Santos, terceiros da geral no fecho do rali, depois de mais uma prova exemplar na condução do Mitsubishi EVO V.

Para a dupla líder do campeonato, este foi um rali muito importante para consolidar as já firmes lideranças das competições em que estão incluídos, já que o 3º lugar na geral correspondeu à recolha do máximo pecúlio pontual, já que nem Teotónio nem Mota estão inscritos no CCR.

A dupla triunfou ainda nas contas da Divisão 1 do 3º Desafio Kumho Portugal, que tinha em Vouzela uma jornada a contar para os Desafios Asfalto e Centro. Nestas contas particulares da excelente competição organizada pela ASR Tyres, representante ibérica dos pneus coreanos, a equipa Pedro Silva/Nuno Rodrigues da Silva (Peugeot 206 GTi) venceram na Divisão 2 Kumho.

Por falar em duas rodas motrizes, a vitória nesta competição particular foi parar às mãos de mais uma equipa que utilizou o Constálica Rally Vouzela para ganhar ritmo para o Vidreiro.

Vindos da Marinha Grande, Ernesto Cunha e André Couceiro, realizaram uma prova de grande nível, nesta segunda saída do piloto com o novo Peugeot 208 RALLY 4. A já reconhecida rapidez do piloto está a ganhar consistência. Em Vouzela forma sempre os mais fortes, tendo mesmo alcançado tempos entre os três primeiros da geral, em três das seis classificativas.

Não estando inscritos no campeonato, deixaram o caminho aberto para José M. Gomes e Pedro Vaz, em Ford Fiesta, voltarem a vencer neste particular das contas do CCR, sendo segundos no rali, entre os 2R2L.

A fechar este pódio virtual, uma dupla endiabrada reclamou o 3º posto. Vindos de Norte, Jacinto Oliveira e Sérgio Aguiar voltaram a ser muito fortes e constantes, levando ainda o Renault Megane ao Top 10 absoluto.

Carlos Matos triunfou entre os X5

Paralelamente à prova do CCR, o Constálica Rally Vouzela contou, como é apanágio das provas dos campeonatos zonais, com uma competição para carros não admitidos na regulamentação dos mesmos.

A dupla formada por Carlos Matos e Ricardo Faria dominou os acontecimentos, aos comandos de um belo Peugeot 208 T16 R5, repetindo assim o feito de 2019. Mais rápidos nas duas primeiras especiais, viram os outros 3 candidatos, que se apresentavam no rali com viaturas R5, a deitarem a toalha ao chão, entre a 2ª e a 4ª PEC.

Num ano simplesmente catastrófico, André Cabeças e Bino Santos voltaram a desistir na fase inicial de uma prova, devido a um despiste na 2ª PEC, que colocou o Citroen DS3 fora de combate. Tinham sido os terceiros mais rápidos na especial de abertura.

A 4ª PEC ditaria a desistência de Luís Rocha e de Alfredo Barros.

O primeiro, acompanhado pelo navegador Rui Raimundo, começou forte, sendo 2º nas PEC’s 1, 2 e 3, mas saído de cena logo a seguir, com problemas no Ford Fiesta R5 MKII.

Já Barros, com Pedro Alves a ditar as notas, deu um toque na mesma especial, danificando uma suspensão do Citroen C3 R5 com as cores da Cacio e optou pelo abandono. De destacar que o simpático piloto paredense logrou vencer a terceira especial e revelou um andamento muito interessante na prova.

Com tudo isto, seriam os dois Renault Clio inscritos a reclamar os restantes lugares no pódio de honra.

A equipa formada por João Marcelino e Nuno Ribeiro foram mais rápidos na estrada, mas uma penalização de 10 minutos atirou-os para o 3º posto, cedendo assim o 2º lugar à dupla Rui Custódio/André Bastos.

Uma palavra final para a organização do GAS – Gondomar Automóvel Sport, que se revelou competente e montou um rali com uma boa estrutura e um programa bem delineado, com especiais interessantes e competitivas e um horário muito bem estruturado.

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