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Lukyanuk venceu duelo disputado até ao fim!

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Foi imprópria para cardíacos! A prova portuguesa, terceira ronda do Europeu de Ralis, ofereceu emoção a rodos mesmo até ao cair do pano. No arranque para a derradeira especial, Alexey Lukyanuk (Citroën C3 R5) partiu com apenas 3,8s de vantagem sobre Yoann Bonato (Citroën C3 R5) e 4,7s sobre Iván Ares (Hyundai i20 R5), depois de ter chegado a ter mais de 34s de avanço, já na tarde de domingo.

O piloto russo, campeão da Europa em 2018 e atual líder do campeonato, conseguiu manter o comando no derradeiro troço, em condições de aderência precárias, fazendo exatamente o mesmo tempo de Ares e menos 0,8s do que Bonato. Assim, Lukyanuk garantiu em Fafe a segunda vitória da época, depois do triunfo em Itália, terminando com 4,6s de vantagem sobre Bonato e 4,7s sobre Ares.

“Fiz um pião no troço anterior, não era bem o momento ideal para cometer um erro daqueles, mas isso deixou-nos ainda mais motivados”,admitiu Lukyanuk no final do rali. “Fizemos um bom trabalho na última especial, apesar da chuva. Posso estar orgulhoso. Um grande obrigado à equipa, à Pirelli e aos patrocinadores. Estamos curtos de orçamento e espero conseguir mais apoios para estar presente na próxima prova, mas agora é tempo de festa. vamos divertir-nos!”

Bonato e Ares realizaram um rali estupendo. os dois pilotos não deram tréguas ao líder e não “limparam armas” no seu duelo particular pelo 2º posto. 1 décimo de segundo separou-os no final e elevou-os à categoria de protagonistas principais da prova, a a par com o vencedor.

A última e emocionante passagem pela especial de Guilhofrei foi ganha pelo jovem Oliver Solberg (Volkswagen Polo GTi R5), que entre o acidente no Shakedown de sexta-feira, e problemas de turbo no sábado, não pôde discutir a vitória com Lukyanuk, seu principal rival no campeonato.

Registo ainda para a prestação das equipas portuguesas, onde João Barros e Jorge Henriques (Citroën C3 R5) foram os melhores, no 13.º lugar global, depois de um rali muito consistente e onde, a espaços, pareceu poder ser coroado com uma presença no Top 10. A falta de regularidade competitiva não impede João Barros de continuar a demonstrar toda a sua rapidez.

Pedro Almeida e Hugo Magalhães (Peugeot 208 Rally4) levaram as cores da equipa The Racing Factory a um pódio no ERC, concluindo a sua excelente exibição com o terceiro posto no FIA ERC3, sendo ainda 17.º da classificação geral. O piloto famalicense aproveitou a prova para rodar com o Peugeot e preparar a participação no Rali Vidreiro, próxima prova da Peugeot Rally Cup Ibérica.

A terceira posição entre as equipas nacionais foi assegurada pelos seus colegas de equipa Aloísio Monteiro e Sancho Eiró(Skoda Fabia R5), 21.º à geral, depois de uma prova onde foi visível a falta de ritmo competitivo, mercê de uma paragem do piloto e patrão da estrutura superior a 11 meses. Mesmo assim, foram capazes de realizar alguns rempos de relevo e assinalar o regresso às ldies competitivas com mais uma prova europeia concluída.

José Paula e Valter Cardoso(Peugeot 208 T16) em 25.º, Manuel Pereira e Pedro Magalhães(Peugeot 208 R2) em 28.º, e Mário Castro/Ricardo Cunha (Ford Fiesta R2T) no 30.º lugar final, completaram o rol de equipas lusitanas que lograram arribar ao parque fechado, concluindo a dura prova montada pelo Demoporto.

‘Terra de emoções’. O slogan das campanhas de promoção turística do município de Fafe bem se pode aplicar a esta edição de 2020 do Rally Fafe Montelongo, que marcou a estreia bem conseguida do Demoporto no calendário do FIA ERC (European Rally Championship).

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