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Ramos e Chaves Campeões do GT Open Internacional

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Num fim de semana que estava a correr de feição, a uma volta do fim da corrida, o McLaren da dupla portuguesa foi posto fora de pista para a vitória nessa corrida e com isso, arredado da vitória mais que certa no Campeonato. Felizmente ainda existe justiça e o Colégio de Comissários viria a considerar a manobra de Abril como antidesportiva e após essa decisão o titulo viria a ser atribuído a Miguel Ramos e Henrique Chaves.

Chegou-se a pensar que a dupla Portuguesa constituída por Miguel Ramos e Henrique Chaves iriam ser espoliados da vitória no International GT Open 2020. Um fim de semana que foi preparado ao pormenor e no qual a corrida de sábado foi desenhada em termos de classificação e handicaps, para tentar garantir a vitória este domingo.

E tudo parecia estar a correr bem, pois Chaves arrancou muito bem do terceiro lugar e ainda na primeira curva conseguiu ultrapassar o Ferrari #17 dos principais opositores para o Campeonato, na altura pilotado por Louis Prette. Durante a primeira parte da corrida, Henrique Chaves foi conseguindo construir uma razoável vantagem ao que aliado ao menor tempo de paragem durante a troca de pilotos, permitiria a Miguel Ramos entrar em pista bastante confortável na liderança da corrida.

Com efeito Miguel Ramos entrou para o seu turno com cerca de 15seg de vantagem o que lhe permitiu fazer um turno com todas as cautelas, pois bastaria garantir o primeiro lugar em que se encontrava. Com o que Ramos não contava era com o segundo Ferrari da AF Corse de Ortelli que se atrasou propositadamente e se “plantou” à espera de Ramos e depois na frente do piloto Português, durante cerca de oito voltas ilegalmente porque ia ser dobrado, o fez atrasar, provocando a rápida aproximação do Ferrari de Abril, que estava na luta com Ramos pelo título. A quatro voltas do fim, Ramos consegue passar Ortelli, e quando chega o seu colega de equipa, Ortelli deixa-o passar. 

Os dois principais candidatos ao título tiveram um final de corrida de alta tensão e assim se aguentaram durante mais três voltas, até que Abril empurrou deliberadamente Ramos para fora de pista e com o McLaren na gravilha, foi impossível a Miguel Ramos continuar em prova. Tudo estava premeditado porque Abril já tinha uma penalização de 2 segundos por não ter cumprido o handicap e sabia que não bastaria passar Ramos, porque a uma volta e meia do final, seria impossível ganhar 2 segundos. 

Foi quase impossível arrancar algumas palavras a Miguel Ramos, pois o desalento era enorme logo no final da prova, de qualquer modo e logo que chegou à box acompanhado pelo patrão da equipa, Teo Martín, Ramos ainda deixou escapar “Não pode valer tudo na vida e nas corridas também não. Já ganhei muitas corridas, já perdi muitas, já tive lutas muito duras, mas o que se passou este fim de semana aqui em Barcelona é lamentável. Primeiro foi o Ortelli no segundo carro da AF Corse que me bloqueou durante metade do meu stint e depois quando finalmente com caminho livre e pensava eu que ia ter uma luta muito dura mas leal, como sempre sou, com o Abril pela vitória, eis que sem nenhum sentido ele tenta passar onde não há a mínima hipótese. Eu fiz a minha trajetória normal, estou a tocar no corretor interno e de repente levei uma pancada na traseira esquerda, ficando sem a mínima hipótese de me manter em pista. Infelizmente parei na caixa de gravilha e por isso era impossível continuar. Se eles fossem mais fortes, haveriam de conseguir passar em pista e não precisariam deste tipo de golpes sujos. Entendo que estivessem desesperados, mas assim não“.

Entretanto e horas mais tarde, após a reunião do Colégio de Comissários na qual foi realizada justiça, Miguel Ramos e Henrique Chaves foram declarados Campeões. “A justiça por vezes tarda, mas desta feita não faltou. Fizemos uma época fantástica, liderando desde o primeiro fim de semana até ao último, pelo que acho que somos uns justos vencedores. Muitos parabéns a toda a estrutura da Teo Martín Motorsport, ao Teo e ao meu parceiro, o Henrique, que esteve sempre a muito alto nível toda a temporada”, comentou Miguel Ramos à saída do Circuito de Barcelona.

Já Henrique Chaves, que este ano completou o seu segundo ano no mundo dos GT, era o espelho da felicidade após todas as decisões tomadas. “Foi uma temporada comprimida em poucos meses e em que tivemos de estar sempre no nosso melhor. Penso que fomos os mais fortes ao longo da época, mostrando sempre rapidez e consistência. Este título é o prémio pelo trabalho que desenvolvemos durante todo o ano. Quero dar os parabéns à Teo Martín Motorsport e ao Miguel e agradecer todo o apoio dos patrocinadores, familiares e amigos. Agora temos de celebrar”, concluiu o português.

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