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Pirelli diz que Rali de Portugal é uma espécie de “universidade dos ralis de terra” no WRC

photo: Zoom Motorsport
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Uma grande variedade de pisos, da areia ao asfalto, com mudanças rápidas dentro da mesma especial, mas sobretudo sulcos profundos que em algumas especiais podem criar sérios problemas para os pneus e para todo o carro, como aconteceu no ano passado. É o que revela a análise pós-reconhecimento dos engenheiros da Pirelli, que confirmam o Rali de Portugal como uma espécie de “universidade das corridas de terra” do campeonato, em que nada é dado como garantido.

A marca italiana, fornecedora oficial do WRC, considera que o dia mais duro de toda a prova será já amanhã, sexta-feira, sobretudo na secção da tarde, mais longa do que a secção matinal e com condições que a marca considera serem piores do que em 2022. De referir ainda os inúmeros troços esburacados, a presença de pedras nas estradas, provocando um alto desgaste dos pneus. A etapa mais desafiadora parece ser a 5ª PEC,  segunda passagem pelo sempre demolidor troço cronometrado de Góis, cuja estrada é repleta de pedras, com trechos caracterizados por sulcos profundos.

Mesmo na etapa de sábado, a secção da manhã é mais curta que a da tarde, que é a mais longa de todo o rali (76,02 km). A abrasividade das superfícies geralmente diminui em comparação com o dia anterior, assim como o desgaste dos pneus. Todas as especiais contam com secções asfaltadas. A Pirelli anuncia que é esperada mais humidade do que na na sexta-feira (que será 100% seca).

As PEC 10 e 13, correspondentes às duas passagens por Amarante, apresentam um total de três quilómetros de asfalto e um troço calcetado, com as condições do pavimento a agravarem-se durante a tarde.

As quatro especiais de domingo são, em comparação com as dos dois primeiros dias, menos agressivas. A Exceção será a longa tirada de Cabeçeiras de Basto, com inúmeros troços de cascalho solto e presença de lama.

Os pneus disponíveis em Portugal são os Scorpion KX WRC, desenvolvido para os carros Rally1, com dois compostos, Soft e Hard, ambos na evolução 2022, que apresentam estruturas reforçadas e design otimizado.  O regulamento prevê a alocação de 24 e oito pneus respetivamente, para a primeira e para a segunda opção.

Para os carros das categorias WRC2 e WRC3 a Pirelli traz os Scorpion K, também disponíveis em compostos duros e macios. Para estas categorias de carros, as alocações são 22 e 8 pneus para a primeira e segunda opção, respetivamente.

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